Integrantes de CPI vão de graça a show pago pela TAM

Uma semana antes da votação do relatório final da CPI do Apagão Aéreo no Senado, a TAM, um dos objetos da investigação, distribuiu 400 ingressos do espetáculo "Alegría", do Cirque du Soleil, a congressistas e autoridades em Brasília, entre eles o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, o presidente da CPI, Tião Viana (PT-AC) --hoje presidente interino do Senado--, e mais quatro integrantes da comissão.
Todos eles compareceram ao espetáculo, fechado pela TAM só para convidados --cerca de 1.600, entre eles clientes, jornalistas e beneficiários de entidades assistenciais. O evento ocorreu na noite de quarta-feira da semana passada.
O relatório aprovado ontem pela comissão sugere que as empresas aéreas sejam auditadas por conta da crise aérea.
Anteontem, o Cirque du Soleil apresentou o "Alegría" em sessão fechada, dessa vez bancada pela TV Globo, para funcionários, deputados, senadores e autoridades convidadas, como o ministro do STF Marco Aurélio Mello, que "bailou" com uma cantora do espetáculo, e Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete de Lula.
"Recebi um convite de amigos, não levei em conta essa questão. Nunca saio do Palácio, não tomei ciência do preço do ingresso. De fato, há um código de ética, deveria ter tomado esse cuidado", disse Gilberto.
"Demos lá umas rodadas. Estranhei um pouco porque geralmente nós conduzimos a dama. E ela, talvez por ser uma atriz, procurou conduzir. Depende da platéia avaliar, mas acho que não fui tão mal", disse Marco Aurélio, que não vê inconveniente no convite.
O Bradesco também realizou três sessões fechadas para convidados, entre eles congressistas e autoridades.
Os políticos e as autoridades que foram de graça ao espetáculo e as empresas que distribuíram os ingressos disseram não ver conflito de interesse na situação. Elas não forneceram as listas dos convidados.
O grupo canadense Cirque du Soleil está em turnê pelo Brasil e estreou na capital federal em 19 de outubro. Os ingressos vão de R$
"Não vejo qualquer relação com a CPI. É vínculo zero, não houve nenhum contato com diretor", argumentou Tião Viana. "Ali dava quórum para votação no plenário", brincou Ideli Salvatti (SC), líder do PT e também membro da CPI.
A Folha confirmou que os outros três integrantes da comissão que assistiram ao espetáculo na quarta da semana passada são Romero Jucá (PMDB-RR), Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Inácio Arruda (PC do B-CE).
Vários outros senadores também foram ao evento, como José Nery (PSOL-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP) --que disse ter sido convidado pela "produção do evento"--, Augusto Botelho (PT-RR), Marco Maciel (DEM-PE), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Pedro Simon (PMDB-RS). "O que a gente comentou lá é que eles poderiam melhorar um pouco o atendimento do passageiro em vez de gastar aquela montanha de dinheiro", disse Simon.
Alguns senadores convidados pela TAM disseram ter recusado. "Comprei ingresso e fui com minha família outro dia. Deu R$ 1.037. Não aceitei os convites, até porque eu estou batendo muito nisso [crise aérea]", disse Mário Couto (PSDB-PA), da CPI. Outros lamentaram não terem sido convidados. "Me deixaram de fora dessa. Queria ir, mas fui olhar o preço dos ingressos e dava R$ 1.000", disse Sibá Machado (PT-AC), também da CPI.
"Comprei ingresso para 9 de novembro. Não posso fazer prejulgamento. Você tem os camarotes de empresa no Carnaval, na festa de Parintins [AM]. Soube que a TAM convidou, que a Globo convidou, mas não aceitei porque já havia comprado", disse o senador José Agripino (DEM-RN). "Eu não, que convite o quê? Comprei ingresso e fui na sexta. Vocês da Folha me amam, hein?", reagiu Wellington Salgado (PMDB-MG), membro da CPI.
Criado em comemoração ao décimo ano do Cirque du Soleil, em 1994, o "Alegría" é o segundo espetáculo do grupo --que já havia vindo ao Brasil.
RANIER BRAGON
SILVIO NAVARRO
LETÍCIA SANDER
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Câmara Mirim: crianças dão exemplo no Congresso
Uma menina de 13 anos subiu ontem à tribuna do plenário da Câmara para denunciar, diante da platéia de deputados, que leis federais que eles mesmos redigem e aprovam são letra morta no interior do Ceará e em diversas localidades do sertão nordestino. Nessas regiões, crianças e adolescentes são transportados em paus-de-arara para a escola, sujeitos até a morrer, como se o Código de Trânsito Brasileiro e o Estatuto da Criança e do Adolescente não valessem para todo o País.
Mallena Nogueira Lira - filha de pedreiro e de uma auxiliar de dentista, estudante da 7ª série de escola estadual de Iracema, a
O projeto de lei de Mallena proíbe que os municípios usem carros abertos como os paus-de-arara para o transporte escolar. "No verão, nossos colegas chegam sujos de poeira e, no inverno, é chuva e lama. Acho que eles merecem mais respeito e, acima de tudo, precisam de segurança."
A realidade denunciada por Mallena é comum no sertão nordestino. Estudantes viajam amontoados em paus-de-arara. "As costas doem por causa do impacto com as ripas de madeira", explicou Mallena. Em abril de 2005, um aluno de uma escola rural de Acopiara, no Ceará, de 13 anos, morreu ao cair da carroceria de um caminhão. Em maio de 2001, um aluno de 15 anos de uma escola de Várzea Alegre, região do Cariri, também no Ceará, morreu ao despencar sobre a roda traseira do pau-de-arara que arrancou antes de ele acabar de descer.
O Código de Trânsito obriga os veículos destinados à condução escolar a ter cintos de segurança para todos os passageiros - o que não ocorre nos paus-de-arara - e a se submeter a inspeção semestral para verificação dos itens de segurança.
Há penalidades para o condutor irregular, mas não existe previsão de punição para os gestores municipais responsáveis pelo transporte escolar.
Mallena Nogueira inova ao sugerir punição específica para o agente público que autorizar o transporte irregular dos alunos: pena de suspensão ou, nos casos mais graves, perda do cargo. "Deveria ter uma lei que fosse mais rigorosa com os prefeitos", defende.
Para viajar de Iracema a Brasília, Mallena andou de avião pela primeira vez e não sentiu medo. "É mais seguro do que pau-de-arara", comparou.
Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o programa Caminhos da Escola. Prefeituras interessadas na aquisição de ônibus escolar podem comprar o modelo específico para o tráfego na zona rural com isenção do ICMS. O edital para que as empresas interessadas em fabricar o protótipo participem do pregão eletrônico deve sair na segunda semana de novembro.
As prefeituras poderão recorrer a linha de crédito do BNDES para a aquisição dos ônibus específicos do programa, que terão a suspensão mais alta e reforçada para trafegar na zona rural, bancos revestidos de tecido amortecedor antichoque e cintos de segurança.
Mas esses ônibus nem começaram a ser fabricados e o orçamento de muitas prefeituras é pífio. Um ônibus comum, sem essas especificações, custa, em média, R$ 150 mil. O PIB de Iracema, cidade de Mallena, é de R$ 26,3 mil.
Fonte: www.estadao.com.br
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

Sabrina Sato quer entrar para a política;Confira a entrevista

A apresentadora do programa "Pânico", da RedeTV!, Sabrina Sato, foi convidada a se candidatar a vereadora de São Paulo pelos partidos PPS e PR. Em entrevista à Folha Online ela diz "sim" ao casamento gay e "não" à progressão continuada (fim da repetência em escola no ensino público).
Folha Online - Vai aceitar o convite para se candidatar?
Sabrina Sato - Mexer com política é muito longe do que eu sou. Por um momento passou pela minha cabeça sim, mas é difícil eu ser levada a sério pelo trabalho que eu faço no "Pânico". E eu nem quero ser levada à sério. Eu prefiro que as pessoas riam da minha cara... Mas não descarto a possibilidade.
Folha Online - Agora diga "vô" para o que concorda e "não vô" para o que discorda. Legalização do aborto?
Sabrina Sato - Não vou. Cada caso é um caso, mas tem muitas pessoas que fazem o aborto e se dão mal. Essas coisas viram bagunça no Brasil porque falta o básico. Tudo já começou errado desde a época da colonização. Não tem como legalizar nada aqui, você legalizou, a pessoa acha que pode abortar toda semana.
Folha Online - Lei da cidade limpa?
Sabrina Sato - Eu vou. Os publicitários vão me xingar, agora não vou fazer mais campanha nenhuma... [risos]. Mas sabe quem mais suja a cidade? É político em época de campanha, gente! Eu detesto aqueles negócios pregados no poste. E aquelas ciganas que prometem mudar a nossa vida? É horrível.
Folha Online - Redução da maioridade penal?
Sabrina Sato - Não vou. Eu com 18 anos ainda era criança. Coitadas das criancinhas que já têm que saber de tanta coisa, elas são precoces. É a época que eles têm que decidir que curso vai fazer no vestibular (...). Deixa eles aproveitarem mais, criarem mais maturidade.
Folha Online - Mas e se eles cometem um crime?
Sabrina Sato - Vai para a Febem. Mas a questão dos presídios no Brasil é ridícula, ridícula, ridícula. Meu ex-namorado morou na Febem, o Carlinhos, o Mendigo do "Pânico". Mas é porque ele fugiu de casa aos três anos e cansou de morar na rua, daí aos seis ele não agüentava mais e pediu para um caminhão da Febem levar ele. Aí, por bom comportamento na Febem, ele foi aos oito anos viver com as freiras da Liga das Senhoras Católicas e está super bem. Não fala uma palavra errada.
Folha Online - Classificação indicativa na TV?
Sabrina Sato - Eu acho ridículo isso, sabe por quê? Gente, as crianças de seis anos passam o dia inteiro na internet, entendeu? A televisão salva a criança da internet. A internet é muito pior, dá acesso a tudo. Os pais é que não sabem educar a criança, não sabem falar "Filhinho, isso não existe, a televisão é entretenimento, tá bom? É brincadeira, tudo fantasia". Quem vai educar é livro, biblioteca e não a televisão. Se a criança tiver pai que saiba educar, ela pode assistir ao "Pânico", à novela das oito porque não vai mudar a cabeça da criança.
Folha Online - Você não acha que a televisão pode deseducar?
Sabrina Sato - Não acho, não. Uma coisa compensa a outra. O "Pânico" passa uma vez por semana. Na minha época, eu assistia a semana inteira "Rá-Tim-Bum" e "Glub-Glub" da TV Cultura e depois eu assistia "TV Pirata". Você acha que a "TV Pirata" me deixou louca desse jeito? O problema do Brasil é a educação.
Folha Online - Progressão continuada?
Sabrina Sato - Que que é isso? Ah... quando eles [escola] passam as crianças de ano, mesmo ela sendo ruim, né? Não tinha isso na minha época. É péssimo, gente, péssimo. Como a criança vai para a quinta série se não sabe ler nem escrever? Sei que é complicado a criança gigante lá com os mais novinhos, ela se sente mal. Mas como a criança vai aprender história se ela não sabe ler? Como ela vai aprender química e física se ela não sabe matemática? Não vou, não vou e não vou.
Folha Online - Casamento gay?
Sabrina Sato - Eu vou. Eu ainda vou ser madrinha.
Folha Online - Candidatura da Gretchen?
Sabrina Sato - Eu vou. Se for para levar alegria para o público... [risos]. Ah, eu não sei o projeto de trabalho dela, não posso julgar a Gretchen pelo que eu vejo na televisão, porque todo mundo faz um personagem na TV. Ninguém é assim de verdade. Algumas pessoas são...eu sou, o João Gordo é... Mas a Gretchen eu tenho certeza que não é só aquilo lá. Ela deve ter algo a mais, mas ainda não teve oportunidade de mostrar nesses 50 anos de carreira. Brincadeira! Ai como eu sou má...
[A reportagem pediu para Sabrina escolher no que "vai" e no que "não vai".]
Sabrina Sato - Eu vou no amor... ao próximo.
Sabrina Sato - Não vou na violência e nas pessoas que maltratam as outras gratuitamente. Tipo... as pessoas que estão de mal com a vida e descontam em quem está feliz. Uma vez a Rosana Hermann, que trabalha comigo no "Pânico", estava na rua, toda feliz, indo trabalhar, até que uma mulher esbarrou e ainda bateu nela porque estava mal-humorada. Ela ficou com o olho todo machucado.
Senadores impedem ações contra trabalho escravo!

A Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou, nesta sexta-feira (21), que suspendeu todas as novas operações que fiscalizariam denúncias de trabalho escravo no país por tempo indeterminado.
De acordo com memorando de Ruth Vilela, chefe da secretaria, direcionado ao ministro do Trabalho Carlos Lupi, o motivo foi a desqualificação de uma operação de libertação de escravos por uma Comissão Temporária Externa do Senado Federal e ameaças feitas por esta comissão contra os fiscais do trabalho. Nesta quinta-feira (20), cinco senadores visitaram a fazenda Pagrisa, localizada em Ulianópolis (PA), que no dia 30 de junho foi palco da maior libertação de trabalhadores da história do país. Ao todo, 1.064 trabalhadores que atuavam na lavoura de cana-de-açúcar foram resgatados pelo grupo móvel de fiscalização - formado por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), procuradores do Ministério Público do Trabalho e delegados e agentes da Polícia Federal.
A visita parlamentar contou com a presença dos senadores Romeu Tuma (DEM-SP), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Kátia Abreu (DEM-TO), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Eles anunciaram que irão pedir a abertura de inquérito da Polícia Federal para verificar os procedimentos adotados pelo grupo móvel durante a autuação da Pagrisa. Segundo a Agência Senado, Kátia Abreu afirmou que a empresa "é muito bem administrada e forma uma comunidade de trabalhadores rurais", explicando o porquê de uma investigação aprofundada sobre o grupo móvel. A senadora é uma das maiores opositoras do combate ao trabalho escravo contemporâneo. Quando deputada federal, defendeu os produtores rurais flagrados cometendo este tipo de crime e atuou contra a aprovação de leis que contribuiriam com a erradicação dessa prática.
De acordo com a Secretaria de Inspeção do Trabalho do MTE, a visita dos senadores, que atacaram veementemente a fiscalização, instalou um clima de insegurança que colocou em risco a continuidade das operações. Vale lembrar que os auditores fiscais do trabalho que atuam na zona rural têm sido vítimas de violência por parte de fazendeiros descontentes com as autuações. O caso mais famoso foi a chacina de três auditores e um motorista do MTE no dia 28 de janeiro de 2004, em Unaí (MG), durante uma fiscalização de rotina. Mas não é o único: em 8 de fevereiro do ano passado, o grupo móvel foi recebido a balas por fazendeiros, apoiados por policiais militares,
Os grupos móveis de fiscalização foram criados em 1995, quando o Brasil reconheceu formalmente a existência de trabalho escravo contemporâneo em seu território. Desde então, essas equipes libertaram cerca de 26 mil pessoas, alçando o país a exemplo internacional no combate a esse crime, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho.
REPUDIE A AÇÃO DOS SENADORES QUE DEFENDEM O TRABALHO ESCRAVO!
0800 612211 – Alô Senado (ligação gratuita)
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Nos cinemas de todo o Brasil em OUTUBRO!
O FATO...
O PSDB e o DEM querem impedir a entrada da Venezuela no Mercosul. Em nota, os líderes dos dois partidos no Senado repudiaram as declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que criticou ontem a demora dos Congressos do Brasil e do Paraguai para aprovar a entrada do seu país no Mercosul.
Folha Online (21-09/2007)
A FOTO...
A capital paulista comemora neste sábado, 22, o Dia Mundial Sem Carro, que tem intuito de conscientizar a população sobre os efeitos nocivos do excesso de veículos. O movimento contou com a adesão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que deixou o carro na garagem e foi passear de ônibus.
(...)
Aproveitando a presença de fotógrafos, um passageiro não identificado se colocou atrás de Kassab e, com os dedos indicador e mínimo, fez um "chifrinho" em sua cabeça (foto). O prefeito não percebeu a brincadeira e seguiu viagem normalmente.
Fonte: Agência Estado
Até que ponto a linha editorial de um periódico pode comprometer a notícia?
Esta semana, o IBGE divulgou alguns dados sobre o Brasil e sua população.Entre as revistas mais lidas do país, ÉPOCA e VEJA, apresentaram em seus respectivos sites, as informações do IBGE de maneira completamente disitintas.
Compare:
Duvida? Clique abaixo e confira as manchetes:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG79076-6009-486,00.html
Será utopia pensar que a imprensa deve ser imparcial, isenta de qualquer partidarismo ou preferência, ou quando os tenha, assuma publicamente??????
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